Outro dia uma amiga me perguntou por que não havia
colocado meu nome no blog. Na verdade ele está nas
entrelinhas de cada texto, de cada foto, de cada ponto e vírgula que
escrevo. Não que meu desejo a principio fosse me esconder,
criar algo tipo “fake”. Não! Nada disso.
Quando fiquei martelando um nome, o que não demorou muito
a surgir, já que sempre me refiro aos meus dias como “sobrevivendo a
mim”. Pensei, já tenho face,
twitter, Orkut e Msn, pra quê diabos vou estampar meu nome
nesse blog? Não quero leitores fofoqueiros, espiões e maldosos
ficando de plantão a observar minhas dores, anseios e
limitações. Quero ser anônima dos meus problemas.
Não vejo essa página como algo
que é lido e
acompanhado diariamente. Que tenho que me esforçar para que
cada palavra saia perfeitinha, com toda a conotação, pontuação e grafia...
Quero que esse espaço seja meu lugar de refúgio, onde o limite sou eu que pondero.
Quero xingar quando tiver vontade, falar mal daquele FDP que me fez raiva, que
me fez chorar. Quero ser eu mesma, ficar à vontade. Sem máscaras, sem
pudor e sem vergonha. Infelizmente, vivemos numa sociedade hipócrita que vive
de falsas aparências, onde tudo é lindo,
perfeito e sem sofrimento. Casal que prega o amor no matrimônio, mas que
na verdade vive um verdadeiro inferno conjugal. Pelo menos aqui, posso
ser eu. Complicada e perfeitinha como sempre. Sem apontar de dedos e sem julgamentos. Se
quiser mesmo saber quem sou eu, primeiro descubra quem de fato é você... Capiche!

Nenhum comentário:
Postar um comentário