Quer? Então pega. Pega por inteiro. Minha parte boa, minha parte chata, minha parte cinza-chumbo (…) Não queira só um lado ou só algumas partes. Se quer, queira tudo. Completa e complicada. Simples e confusa. Dramática e exagerada. Não gosto de partes, gosto da coisa inteira. Metades não me agradam. Não me atraem. Não me satisfazem. Se eu te quero, quero 100% inteirinho. Com teu lado cretino e bonzinho. Com teu jeito arrogante e descontrolado. Tua doçura e acidez. Não me vem com mais ou menos. Nem vem. Comigo é tudo ou nada.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Todos temos um fardo a suportar e este é obviamente o meu:
Solidão e traição.
Tudo o que sou está guardado a cadeado cá dentro, com medo da dor…. e mesmo sem terem a chave, pensam que sabem. Ingênuos que me tomam como uma criança… Vêem em mim um mundo de caprichos e obstinação…. parece que não vêem nada então. O mundo fartou-se de mim logo depois de eu me fartar dele.
Estou mas é como se não estivesse, e se não estivesse ninguém dava pela minha falta.
Vou mas é como se ficasse…caminho mas é como se parasse…
Ouço, mas não absorvo…vejo mas nem dou conta…
Se me perguntam como estou não sei responder…
Se me perguntam onde quero ir não sei dizer…
Só restou a mágoa…a mágoa de ainda me poderem magoar, a mágoa de me sentir magoada pelo passado e pelo presente de não sentir…
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Talvez sejam os
analíticos e críticos pensamentos de um bom vivant que não está sabendo viver a
vida nesse sórdido mundo, ou talvez o mundo não esteja sabendo tirar o melhor
de mim, pois o melhor eu tenho, mas ainda está em mim, somente em mim. Não sei
se a culpa é minha ou se a culpa é do mundo, que parece me ignorar tratando-me
como um reles vagabundo.
sábado, 11 de agosto de 2012
Entre todas as coisas...
Eu Não Posso Deixar Você Ir Embora....
Não importa muito se foi ferimento talhado a estilete ou se foi uma acidez latente que tomou conta do seu estômago de repente. Você nunca soube muito bem que sabor tinha aquele tal adeus. Até perder a chance de proclamar uma despedida digna de finais de ciclos. Você não teve nem a chance de se ferir sozinho da melhor forma possível. É que adeus tem gosto de pólvora fresca, pronta para explodir quando alguém aperta o gatilho bem na sua direção. Agora você já sabe o sabor de um adeus.
Deixemos a dor de lado por um tempo. Eu sei que você deve ter desanimado e que seria clichê não admitir que você passou a fechar mais as portas e a girar mais maçanetas. A porta do seu quarto ganhou um aviso diferente. “Perturbe”. Você quer qualquer coisa que faça barulho e adentre o seu espaço sem bater duas vezes. Pra dizer a verdade, todos nós queríamos mesmo é que aquele amor perdido escancarasse todas as nossas portas e janelas e corações e a gente nem ia tentar conter as lágrimas. Nem homens, nem mulheres. Ninguém se salva da esperança lenta que cisma em dizer: o que você ouviu foi um até logo. Logo mais o amor volta. Eu sei que não volta. Se você ainda tiver dúvidas, pare de me ler neste exato momento. Eu não posso deixar você ir embora. Por mil motivos e por mais nenhum...
domingo, 5 de agosto de 2012
Na maioria do tempo consigo fingir que já
esqueci, consigo até mesmo acreditar que você nunca existiu, mas infelizmente
nem todos os meus dias são tão ocupados. Pra dizer a verdade ando ocupando meus
dias apenas com o que não é diversão. Ando de luto sem usar o preto, e apenas
não visto preto pra que ninguém me pergunte qual a minha dor, porque se eu
começar a falar lembrarei, então ando por ai colorida só pra não ter que falar
de ti, e mesmo assim, as vezes ainda dói tanto.
Quando tudo o que há em mim é o silencio da ausência (é o nada que sempre tive e enfeitava-o de tudo) não faço bagunça, não canto e nem me maquio. Não procuro abrigo em lugar algum que não seja do lado de dentro. Quando tudo o que resta é o silêncio, me faço também silenciosa. Quem sabe assim, desta maneira sincera e respeitosa, eu consiga me refazer na mulher que acredito ser e que ainda não sou, na mulher que não se permite doer uma dor que não faz sentido.
Enquanto faço de mim mesma meu abrigo e do silêncio minha solidão, vou dormir pra que este mistério que é o mundo que roda-roda e parece não sair do lugar não me angustie demais, para que eu ainda possa acreditar no amanhã, possa acreditar em mim, no amor que ainda virá, nos trevos de quatro folhas, numa paz que não doa o coração...
Quando tudo o que há em mim é o silencio da ausência (é o nada que sempre tive e enfeitava-o de tudo) não faço bagunça, não canto e nem me maquio. Não procuro abrigo em lugar algum que não seja do lado de dentro. Quando tudo o que resta é o silêncio, me faço também silenciosa. Quem sabe assim, desta maneira sincera e respeitosa, eu consiga me refazer na mulher que acredito ser e que ainda não sou, na mulher que não se permite doer uma dor que não faz sentido.
Enquanto faço de mim mesma meu abrigo e do silêncio minha solidão, vou dormir pra que este mistério que é o mundo que roda-roda e parece não sair do lugar não me angustie demais, para que eu ainda possa acreditar no amanhã, possa acreditar em mim, no amor que ainda virá, nos trevos de quatro folhas, numa paz que não doa o coração...
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